O veneno existente nesse cálice considerado sagrado já não faz mais efeito. A foice com a qual tentam me decapitar já não tem mais corte.Obrigada a viver neste mundo profane, tento me manter em pé diante das dores.Já não encontro um sentido, e meu peito estraçalha o pequeno coração ali existente.
Diante do espelho ecoa um som, ao compreendê-lo tenho medo da resposta, “O que queres de mim?” Não posso saber, não consigo entender. Quero ser alguém além desta profane humanidade, mas não sei se aqui quero viver.Concentro-me no espelho e tento obter uma resposta, mas o que vejo não vai além de um decadente reflexo de alguém louco que sofre em silêncio, que tenta transparecer ser alguém forte, para que assim talvez possa acreditar que és tão forte o quanto, apenas um mero reflexo de mim.
Liine Guilhen 01-10-09
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
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